quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Tarte de dióspiro em copo

coisas simples sao a receita

O dióspiro para mim é uma fruta linda, tem uma cor extraordinária e um sabor único.
Gosto de comer dióspiros com uma colher, ou na falta de colher lambuzar-me toda e deliciar-me com aquele sabor e sumo.
No que respeita a doçaria, o dióspiro foi para mim um grande mistério.
A receita de hoje é uma receita que foi estudada durante bastante tempo.
Já o ano passado tinha tentado fazer uma compota de dióspiro para fazer uma tarte.
Não gosto de usar puré de fruta crua em sobremesas, que não sejam comidas na hora. Passadas algumas horas o puré oxida, alguns até azedam e estragam a sobremesa.



Tentei portanto fazer uma compota de dióspiro.
Fiz várias pesquisas e encontrei tartes e compotas com um aspecto lindo e delicioso.
Segui uma receita, correu tudo bem até a compota começar a apurar e ficar castanha.
Queimada não estava, porque ainda tinha muito líquido, fiquei sem perceber o que se tinha passado.
Provei e estava intragável. Ninguém conseguiria comer aquilo.
Tinha um sabor a fruta verde e bastante amargo, além de péssima cor.
Repeti e voltei a repetir. O sabor era sempre intragável.
Mais testes, mais experiências até ir provando quase de minuto a minuto, ir tirando notas no meu caderno e cheguar à conclusão que o dióspiro altera-se depois de ferver mais que dois ou três minutos.
Não tentei mais até este ano ter aceite participar num desafio em que os ingredientes bases são a codorniz ou o dióspiro.
Codorniz não sou apreciadora, portanto restava-me o dióspiro e como gosto muito de desafios.
Mãos à obra.
Fui buscar o meu fiel caderno, reli todas as notas que tinha escrito o ano passado e lá saiu uma compota com uma cor linda, e melhor que tudo com um sabor fantástico.
Para completar a tarte usei bolachas  speculoos para a base. Achei que estas bolachas por terem um sabor a especiarias e a caramelo iam combinar bem e não me enganei.
Decorei com merengue italiano levemente dourado e o resultado foi perfeito.


Com esta receita participo no desafio de Outubro de 2015 do blogue Cocineros del Mundo, na categoria de doces.

Con esta receta participo en el Reto do Octubre 2015 de CdM en el apartado Dulce.


Ingredientes (4 copos)

Recheio
150 g de açucar
35 ml de água
1 pau de canela
3 folhas de gelatina incolor
320 g de polpa de dióspiro (3 dióspiros)

Base
150 g de bolachas speculoos
35 g de manteiga derretida

Cobertura
2 claras
1 pitada pequena de sal
15 ml de água
1 colher- chá- de sumo de limão

Comece por preparar a compota para que arrefeça bem antes de usar.
Arranje os dióspiros aproveitando a polpa da fruta, desperdiçando a casca e o meio do dióspiro.
Tente retirar todas as partes brancas do fruto. Reserve.
Leve o açucar ao lume com a água e o pau de canela, em lume médio até atingir os 115º, ou seja o ponto de estrada.
Se não tiver termómetro, o açucar está no ponto quando passar uma colher pelo fundo do tacho e esta abrir uma estrada. Demora cerca 8 minutos.
Hidrate as folhas de gelatina.
Assim que atingir o ponto de estrada, retire o tacho do lume, tire o pau de canela e junte a polpa de dióspiro.
Mexa bem para que fique bem misturado, leve de novo ao lume, mexendo sempre e retire do lume assim que a misture começar a borbulhar.
Coloque o fundo da panela numa superfície fria ou mesmo dentro de água gelada para cancelar a cozedura.
Esprema a gelatina e junte-a à compota. Mexa bem para que se derreta, passe a compota por um passador de rede e deixe arrefecer completamente.

Triture as bolachas grosseiramente, derreta a manteiga e misture bem para fazer a base.
Distribua a base pelas taças.
Pressione a bolacha, por exemplo com o fundo de um copo.
Guarde no frigorífico até usar.

Depois da compota estar fria, distribua-a pelos copos e leve ao frigorífico umas horas para que solidifique.

Depois da compota solidificada prepare o merengue italiano ou cobertura de marshmallow, como também é conhecida.

Deite o açucar numa panela, junte a água e misture-os e leve ao lume médio, até atingir 114 º, (ou se não tiver termómetro até começar a fazer borbulhas).
Assim que coloca o açucar ao lume, comece a bater as claras com o sal em neve em velocidade média.
Depois da calda de açucar estar feita junte-a em fio às claras e continue a bater sem parar, agora em velocidade alta.
Bata até o merengue arrefecer completamente, formar picos e ter um aspecto brilhante acetinado.
Junte o sumo de limão e continue a bater mais uns segundos.
Coloque o merengue num saco de pasteleiro, ou com uma colher e acabar de encher os copos com o merengue.
Reserve no frigorífico.
Uns minutos antes de servir, doure o merengue com um maçarico alimentar e sirva de imediato.



coisas simples sao a receita

Notas: Podem usar uma forma de tarte de fundo removível. Penso que esta quantidade dê para uma forma de 16 cm.
As notas hoje foram sendo dadas ao longo da receita, a única nota que tenho a acrescentar é que experimentem fazer.
Parece uma receita muito grande, mas se lerem bem é super simples.

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